Arquivos sociobiodiversidade - Thinkers Brasil https://thinkers-brasil.org/tag/sociobiodiversidade/ CONHEÇA OS THINK TANKS BRASILEIROS Sat, 25 Jun 2022 17:56:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.1 Evento | Diversidade e Inclusão: Bom Para Empresa, Bom Para Sociedade https://thinkers-brasil.org/evento-diversidade-e-inclusao-bom-para-empresa-bom-para-sociedade/ Sat, 25 Jun 2022 17:54:06 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=970 O Coletivo Aprendiz CIEDS chegou em São Paulo Somos um negócio de impacto social, realizado pelo CIEDS, dedicado […]

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O Coletivo Aprendiz CIEDS chegou em São Paulo

Somos um negócio de impacto social, realizado pelo CIEDS, dedicado a desenhar soluções sociais inovadoras, orientadas a inclusão produtiva e social por meio da educação e desenvolvimento humano.

No Rio de Janeiro já foram mais de 3000 jovens impactados pelo Coletivo, e agora, chegamos em São Paulo.

No dia 28 de junho, 15h, online e ao vivo, vamos celebrar a nossa chegada em São Paulo, em um evento presencial com transmissão ao vivo, para dialogar sobre a diversidade como fonte de crescimento e inovação.

Escolha a melhor modalidade para você e confirme a sua inscrição!

Inscreva-se clicando AQUI.

 

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Projeto Contribui Para a Revisão da Política de Diversidade da Defensoria Pública de São Paulo https://thinkers-brasil.org/projeto-contribui-para-a-revisao-da-politica-de-diversidade-da-defensoria-publica-de-sao-paulo/ Thu, 23 Jun 2022 17:17:35 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=966 O projeto multidisciplinar “Setor Privado e Direitos Humanos: Obrigações e Regulação em Equidade no Futuro do Trabalho”, da […]

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O projeto multidisciplinar “Setor Privado e Direitos Humanos: Obrigações e Regulação em Equidade no Futuro do Trabalho”, da Escola de Direito de São Paulo (FGV Direito SP), elaborou um documento de recomendações sobre políticas de promoção de diversidade. O objetivo é auxiliar o Conselho Superior da Defensoria Pública do Estado de São Paulo na revisão da política de ações afirmativas da instituição. A conclusão do processo foi publicada no final de maio, por meio da Deliberação 400 do Conselho da Defensoria.

A deliberação define que a Defensoria deverá reservar 30% de vagas para negros e indígenas, 5% para pessoas com deficiência e 2% para pessoas trans em seus concursos para seleção de funcionários públicos e estagiários. A instituição também será responsável por implantar medidas afirmativas para contratação de cargos comissionados e nos contratos de prestação de serviços contínuos.

O projeto, coordenado por Alessandra Benedito e Thiago Amparo, ambos professores da Escola, está alinhado com a linha de pesquisa sobre “Equidade Racial e Direito”, do Núcleo de Justiça Racial e Direito da FGV Direito SP. A Faculdade de Economia da USP também foi parceira, por meio do projeto coordenado pela professora Laura Carvalho. Além disso, contou coma participação da Defensoria, representada pelo defensor Samuel Friedman, com quem os alunos tiveram a oportunidade de dialogar sobre políticas de diversidade, fundamental para o sucesso da proposta.

Com início em 2022, o trabalho partiu de provocações realizadas pelos professores sobre as obrigações em direitos humanos frente a demandas por equidade no mercado de trabalho. A iniciativa contou com a colaboração dos alunos Ana Beatriz Sampaio Magalhães, Brenno Renno Calisto, Guilherme Eufrasio Pinheiro, Lucas Pereira, João Tess Portugal, Marina Silva Ferreira, Sofia Almeida de Barros e Thales Solis Farha.

Além do projeto com a Defensoria, os alunos trabalharam no projeto com temáticas do setor privado e direitos humanos, focando em assuntos como: educação; mercado do trabalho e gig economy; princípios ESG (Environment, Social and Governance) e greenwashing; diversidade religiosa; shabat e ESG no setor privado.

Para saber mais sobre esse e outros projetos desenvolvidos pela Escola, acesse o site.

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Universidades e Comunicação na Pandemia https://thinkers-brasil.org/universidades-e-comunicacao-na-pandemia/ Wed, 22 Jun 2022 19:57:10 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=961 A atuação das universidades públicas durante a pandemia na área da comunicação, informando e orientando populações em situação […]

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A atuação das universidades públicas durante a pandemia na área da comunicação, informando e orientando populações em situação de maior vulnerabilidade, foi fundamental.
Essas instituições produziram diversos materiais para campanhas de prevenção e enfrentamento à Covid-19. A tarefa foi árdua para combater as fake news e também o negacionismo do Governo Federal.
Para saber mais, não perca o lançamento do Painel: Atuação das universidades públicas e da ciência na defesa da vida durante a pandemia da Covid-19, do Sou_Ciência em parceria com a Andifes. | SOU_CiÊNCIA é um Centro de Estudos e Think Tank sobre Sociedade, Universidade e Ciência | souciencia.unifesp.br

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Para Além de Ideias Importadas, a Bioeconomia Deve Servir à Amazônia https://thinkers-brasil.org/bioeconomia-deve-servir-a-amazonia/ Sat, 18 Jun 2022 20:15:42 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=951 Para além de ideias importadas, a bioeconomia deve servir à Amazônia Publicado por Bibiana Alcântara Garrido, jornalista e […]

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Para além de ideias importadas, a bioeconomia deve servir à Amazônia
Publicado por Bibiana Alcântara Garrido, jornalista e analista de Comunicação no IPAM,
15/06/22.

 

A urgência em consolidar o entendimento de uma bioeconomia da Amazônia que garanta proteção ambiental, justiça social e modelos econômicos sustentáveis e prósperos para a região é destacada por pesquisadores do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) em publicação na revista científica Ecological Economics na última sexta, 10/06/22. Num esforço que considera complexidades territoriais, culturas e conhecimentos ancestrais, o grupo propõe quatro princípios orientadores para uma bioeconomia na região que envolva vozes e ideias amazônidas em um processo coletivo “debaixo para cima”. São eles:

  1. Desmatamento Zero
  2. Diversificação dos métodos de produção em resposta ao sistema de monocultura
  3. Fortalecimento de práticas milenares amazônidas
  4. Repartição justa dos benefícios

O conceito da bioeconomia ainda não tem uma definição única para a Amazônia e circula entre diferentes contextos, de organizações indígenas e de pequenos produtores ao poder público, do setor financeiro, de multinacionais do agronegócio e da tecnologia a associações de comércio internacional. No centro deste debate está a floresta amazônica, o potencial econômico de sua sociobiodiversidade, que coloca em pauta a conservação ambiental, além de seus serviços ecossistêmicos, que regulam o clima do planeta.

A abordagem dos pesquisadores se soma à discussão com a proposta de uma bioeconomia da Amazônia que direcione os projetos na região a não mais reproduzir lógicas excludentes de marginalização e de empobrecimento da população local.

“Se a gente continuar com uma escala de atividade predatória, mesmo que embasada numa economia de produto natural, no caso do açaí ou de outras commodities oriundas da Amazônia, se não tomarmos cuidado, a perda acelerada de processos ecológicos no bioma, somada às mudanças climáticas, levará a um potencial ponto de inflexão na Amazônia. Então, a ideia é que a bioeconomia seja um vetor para reduzir e não acelerar esse cenário, colaborando com a proteção da biodiversidade, dos povos originários e com o combate à crise climática global”, comenta Patrícia Pinho, diretora adjunta de Pesquisa no IPAM e uma das autoras do artigo.

A “açaízação” é lembrada como evidência do não funcionamento da importação de práticas de monocultivo para o chão da floresta: são as “armadilhas da bioeconomia de produtos florestais”. Com crescente demanda no mercado internacional – segundo o texto, exportações cresceram 15.000% na última década -, a produção do açaí costuma ser vista como caso de sucesso da bioeconomia amazônica, mas traz consequências negativas para o ecossistema local e para as populações da região. A expansão do garimpo ilegal, de plantações de soja e de pastagens por terras griladas também ameaçam a soberania de territórios indígenas.

“São atividades que beneficiam poucas pessoas e trazem grandíssimos impactos socioambientais para muitas. Uma maior rentabilidade não se reflete, necessariamente, em melhores condições de vida”, afirma Daniel Bergamo, pesquisador no IPAM, primeiro autor do artigo. “Tem-se que ir além do produto em si. É necessário entender o imenso patrimônio da sociobiodiversidade que emerge das realidades locais para saber como atrelar práticas econômicas àquele contexto, considerando que em alguns locais a bioeconomia já existe há muito tempo e já funciona de uma certa forma”, diz.

Um exemplo do antagonismo da bioeconomia é citado no escrito: a realização simultânea, em 2021, na capital Belém (PA), do Encontro Amazônico da Sociobiodiversidade, no qual participaram populações tradicionais e movimentos locais com uma perspectiva ecossocial, e do Fórum Mundial da Bioeconomia, em que estiveram grupos nacionais e internacionais pensando o mercado para a bioeconomia da Amazônia. No primeiro, surgiram questionamentos, pela organização do evento, sobre os tipos de bioeconomia discutidos no segundo, alegando não serem compatíveis com os interesses da população local, ressalta um trecho do artigo.

Também autora, a pesquisadora no IPAM Olivia Zerbini acrescenta: “A falta de uma definição clara e de um debate ao redor do que é uma bioeconomia justa, sustentável, inclusiva e responsável para a Amazônia traz, junto com os desafios, a grande oportunidade de haver uma construção coletiva de um modelo que faça sentido a quem mais importa: os habitantes da região e, principalmente, as pessoas que irão atuar diretamente nessa bioeconomia”.

Em busca de convergências, pesquisadores alertam que a bioeconomia da Amazônia não alcançará seu potencial, tampouco será suficiente para superar desafios sociais e ecológicos, caso se mantenham visões tidas como dominantes de países desenvolvidos sobre o assunto, que em sua maioria ocupam o hemisfério norte global. Abordagens como a “biotecnologia”, centrada no uso de alta tecnologia, na produtividade industrial e no crescimento econômico para inserção de produtos florestais ao mercado, tendem a deixar de lado a realidade das desigualdades sociais na região amazônica, bem como a proteção da floresta e dos direitos de suas populações.

“Na identificação das iniciativas que estão debaixo do guarda-chuva da bioeconomia, há estratégias e interesses diferentes. Existem várias definições, a maioria importadas, que não são suficientes. Sugerimos, no artigo, princípios orientadores que sustentariam uma bioeconomia amazônica: o que se propõe é um processo de escuta com os diversos setores sociais da Amazônia no atual processo de construção do conceito. Para além de ideias importadas, a bioeconomia deve ouvir e servir as diversas vozes da Amazônia”, diz Bergamo.

Em uma breve análise histórica, o pesquisador ressalta aspectos do texto que discutem a influência do processo colonizador em práticas de mercado, como a substituição da biodiversidade pela monocultura, bem como em culturas e modos de viver. “Percebemos a bioeconomia amazônica como uma oportunidade de superar o legado colonial que, historicamente, alienou conhecimentos ancestrais e tradicionais na Amazônia e na América Latina como um todo, trazendo desigualdades. É necessário criar esse conjunto de valores e critérios, que idealmente resulte em um modelo econômico adaptado à região, sabendo das microrregiões dentro do bioma, cada uma com suas peculiaridades”, comenta.

A partir de processos participativos de escuta e que envolvam as pessoas nas tomadas de decisão, a bioeconomia para a Amazônia, defendem os pesquisadores, não deveria ser guiada somente por expectativas de mercado externas à região ou por modelos predatórios, e sim por um motivador principal: a prosperidade econômica e o bem-estar das e dos amazônidas, respeitando seus anseios, seus modos de vida e de manejo tradicional da terra, que vem mantendo o bioma em pé de maneira milenar e ancestral.

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Observatório da Economia da Sociobiodiversidade https://thinkers-brasil.org/observatorio-da-economia-da-sociobiodiversidade/ Thu, 02 Jun 2022 22:32:49 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=848 Coletivo de organizações da sociedade civil e movimentos sociais lançam observatório para acompanhar e influenciar as políticas relacionadas […]

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Coletivo de organizações da sociedade civil e movimentos sociais lançam observatório para acompanhar e influenciar as políticas relacionadas à economia das florestas.

 

Conheça o Observatório da Economia da Sociobiodiversidade, o #ÓSocioBio!

“A economia da floresta é inimiga da monocultura”: entidades lançam observatório na Câmara dos Deputados

 

Evento contou com apoio da Frente Parlamentar Ambientalista. ÓSocioBio buscará acompanhar e influenciar políticas relacionadas à economia da sociobiodiversidade

Carolina Fasolo – Jornalista do ISA

 

 

Foi lançado nesta quarta-feira (1/6), na Câmara dos Deputados, o Observatório da Economia da Sociobiodiversidade (ÓSocioBio), um coletivo de organizações da sociedade civil e movimentos sociais ligados à economia dos produtos da sociobiodiversidade e de seus territórios, que buscará acompanhar e influenciar positivamente as políticas no Congresso Nacional e no Executivo relacionadas à temática.

O lançamento, realizado em parceria com a Frente Parlamentar Ambientalista, contou com a presença de diversos deputados, que lembraram a importância e os desafios da agenda e a necessidade de fazê-la avançar.  “Hoje o país tem que apresentar um plano de gestão que contemple as necessidades do nosso planeta”, afirmou a deputada Joenia Wapichana (Rede/RR). Ela lembrou a urgência do momento eleitoral e a necessidade de cobrar o compromisso dos candidatos com a economia da sociobiodiversidade, entre outros temas ambientais. No dia 22 de junho, o ÓSocioBio apresentará suas propostas para o próximo governo no Senado Federal.

Entre os deputados, participaram do evento o vice presidente nacional do PT, Marcio Macedo (PT/SE), Nilto Tatto (PT/SP), Erika Kokay (PT/DF), Talíria Petrone (Psol/RJ), Alessandro Molon (PSB/RJ) e Padre João (PT/MG). Pela sociedade civil, representantes do Conselho Nacional de Populações Extrativistas (CNS), da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), do WWF-Brasil, do Observatório do Clima, do Instituto Conexões Sustentáveis (Conexsus), do Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé), da Fian-Brasil, da ACT Promoção da Saúde, entre outras entidades.

Pelo Instituto Socioambiental (ISA), Márcio Santilli disse que as estratégias para a superação da crise climática e ambiental passam pelo apoio de uma economia alternativa. “A economia da sociobiodiversidade, ou a economia da floresta, é inimiga da monocultura. Ela é diversidade por princípio, pela própria lógica da reprodução dos ecossistemas naturais, das florestas. Portanto, fomentar esse tipo de economia não é a mesma coisa que fomentar a monocultura, uma cadeia econômica específica e isolada. É preciso lidar com essa diversidade, ter propostas e soluções que sejam capazes de contemplar justamente a diversidade, porque é ela que protege e que garante a longo prazo a sobrevivência dos nossos ecossistemas naturais”.

Durante o evento foi lida a carta de criação do Observatório. “A economia da sociobiodiversidade, em contraste com a narrativa emergente da bioeconomia, tem como cerne a diversidade de seus povos, comunidades e territórios, a valorização dos conhecimentos tradicionais e da biodiversidade, o cuidado com o meio ambiente e os modos de vida. Também o protagonismo de mulheres e o estímulo ao engajamento da juventude distinguem a organização social que dá sustentação às cadeias da sociobiodiversidade e informam sobre o projeto de futuro que elas postulam: o de uma sociedade mais justa e democrática”, afirma o documento.

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