Stephen Kanitz, Autor em Thinkers Brasil https://thinkers-brasil.org/author/kanitz/ CONHEÇA OS THINK TANKS BRASILEIROS Fri, 17 Nov 2023 17:56:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.1 Introdução à Neuropedagogia https://thinkers-brasil.org/introducao-a-neuropedagogia/ https://thinkers-brasil.org/introducao-a-neuropedagogia/#respond Fri, 17 Nov 2023 17:56:26 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=2630 Com o advento da Ressonância Magnética foi possível observar pela primeira vez na história os detalhes do funcionamento […]

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Com o advento da Ressonância Magnética foi possível observar pela primeira vez na história os detalhes do funcionamento do cérebro humano, inaugurando uma nova era de compreensão sobre os processos cognitivos.

Isso catalisou o desenvolvimento de novos métodos de ensino revolucionários, embasados em pesquisas científicas sobre a aprendizagem cerebral, um domínio anteriormente nebuloso.

A discussão sobre neuropedagogia ganhou relevância a partir da década de 1990, embora não tenha se difundido amplamente no Brasil.

Isso porque durante esse período, o país nomeou predominantemente economistas como Ministros da Educação, cuja compreensão de pedagogia, e mais especificamente de neuropedagogia, era limitada.

Prevalecia a crença de que os desafios educacionais se resolviam principalmente através de investimentos financeiros e infraestruturais, mais salários, mais faculdades, mais Fies, mais bolsas educação.

A neuropedagogia desafia concepções pedagógicas tradicionais, revelando que até então havia um desconhecimento acentuado sobre como o cérebro processa informações visuais e auditivas e como ele forma conclusões essenciais para a sobrevivência.

Métodos convencionais, como os preconizados por Paulo Freire, são severamente questionados sob esta nova luz, com a neuropedagogia sugerindo que tais abordagens podem não ser tão eficazes quanto se pensava anteriormente.

Em vez de ensinar, emburrecem nossas crianças ano após ano até hoje.

Crianças que assistem televisão perdem mais, crianças que assistem podcasts perdem menos.

Crianças que estão permanentemente ao lados dos pais, como 30.000 anos atrás, perdem menos, crianças colocadas no ensino fundamental perdem mais.

Por isso estamos em último lugar nos testes educacionais, e nosso QI médio caiu de 99 para 86 em menos de 40 anos.

Perdemos de fato nossa capacidade olfativa que os animais ainda hoje possuem.

E perdemos bilhões de outras porque protegemos nossas crianças de todos os perigos e estímulos externos possíveis e os mantemos em escolas que pouco ensinam antes dos 18 pelas razões já expostas.

Hoje nossas crianças perdem sinapses e neurônios todo ano a partir dos 2 aos 6 anos, ao ritmo de 50 trilhões de sinapses por ano, e 1 bilhão de neurônios.

Pedagogos acreditam que nosso cérebro desenvolve lentamente até os 18 anos, quando chegava à plenitude.

Por isso ensinávamos assuntos complexos somente ao nível de educação superior, e dos 6 aos 10 as coisas mais simples possíveis.

A neurociência mostra justamente o contrário.

Nosso cérebro cresce vertiginosamente dos 2 aos 6 anos de idade, dependendo da parte do cérebro, quando chega a ter no total 1 quatrilhão de sinapses, e 100 bilhões de neurônios.

Que pelo jeito eram necessários 30.000 anos atrás, senão as crianças não sobreviveriam, ou só aquelas com 1 quatrilhão sobreviveram.

Tal crescimento, se não acompanhado por estímulos e aprendizados adequados, pode levar à regressão sináptica e à poda neural, fenômenos associados à perda de capacidades cognitivas.

Essas descobertas apontam para a necessidade de repensar urgentemente as estratégias pedagógicas tradicionais, que frequentemente subestimam as capacidades cognitivas de crianças em tenra idade.

A neuropedagogia sugere a implementação de abordagens mais estimulantes e desafiadoras desde os primeiros anos de vida, visando potencializar o desenvolvimento cerebral.

O desafio enfrentado pelos neuropedagogos é superar séculos de inércia educacional, convencendo professores, pais e instituições a adotarem essas novas práticas.

A resistência é parte de um processo natural de transição, mas é crucial para a evolução do ensino.

A neuropedagogia não apenas redefine a compreensão sobre a plasticidade cerebral, mas também propõe uma mudança paradigmática no campo da educação, enfatizando que a educação é, em sua essência, um processo de construção cerebral.

Este desafio requer o engajamento coletivo para promover uma verdadeira revolução didática, algo que não pode ser realizado isoladamente, mas sim através de um esforço colaborativo e de uma mente aberta às possibilidades transformadoras da neuropedagogia.

Stephen Kanitz

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O Congresso Mundial de Think Tanks 2023 https://thinkers-brasil.org/o-congresso-mundial-de-think-tanks-2023/ https://thinkers-brasil.org/o-congresso-mundial-de-think-tanks-2023/#respond Mon, 05 Jun 2023 21:09:49 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=2576 Acabei de participar do Congresso Mundial de Think Tanks, sediado este ano em Londres, na Chatham House, nos […]

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Acabei de participar do Congresso Mundial de Think Tanks, sediado este ano em Londres, na Chatham House, nos dias 9, 10 e 11 de maio. O evento reuniu 120 representantes de todo o mundo para discutir diversos temas de interesse do setor.

Uma das principais preocupações abordadas no congresso foi a necessidade de enfrentar as mudanças e a polarização política no atual cenário global.

Embora os Think Tanks sejam conceitualmente apartidários, é observável uma inclinação predominante em direção a uma perspectiva de esquerda, com pesquisadores frequentemente alinhados a essa vertente política.

A própria natureza dos Think Tanks, voltada para a contribuição na formulação de políticas públicas financiadas pelo Estado, tende a valorizar um Estado forte e atuante, em detrimento de uma maior participação da sociedade civil.

Entretanto, com o crescimento da influência da direita impulsionado pelas mídias sociais, que não podem ser controladas pela mídia tradicional, a direita tem conquistado uma maior representatividade.

Nesse contexto, minha recomendação durante a plenária foi a de não realizar uma guinada abrupta em direção ao centro ou à direita, uma vez que nenhum dos lados estaria disposto a isso. Em vez disso, sugeri a inclusão de profissionais de diversas áreas, como engenheiros de processo, administradores, contadores e publicitários, nas discussões sobre políticas públicas.

Essas pessoas não necessariamente têm uma inclinação política definida, mas estão comprometidas com a eficiente implementação das políticas propostas.

Propus também que todos os Think Tanks adotassem o Teste de Turing, o qual garantiria que o público em geral, ao ler os diversos relatórios produzidos pelos Think Tanks, não fosse capaz de determinar sua afiliação política, nem mesmo os especialistas no assunto.

Acredito que a preocupação com a imparcialidade deveria ser compartilhada por todos nós.

Durante o congresso, observei com certa preocupação que a Chatham House, como anfitriã, exibiu uma frase de Che Guevara no teto, ao lado de citações de Churchill e Lord Nelson. Essa escolha foi claramente uma provocação desnecessária, uma vez que a figura de Che Guevara pode gerar controvérsias.

Recomendo que as instituições anfitriãs adotem uma postura neutra, evitando associações que possam comprometer a credibilidade e imparcialidade dos eventos acadêmicos.

Como o participante mais velho, com 80 anos, pude perceber que a nova geração de jovens adultos confia mais no Google Search e no Instagram do que nas experiências acumuladas ao longo dos anos. Essa realidade é preocupante, pois resulta em erros graves no cotidiano.

Durante o congresso, fiquei surpreso ao constatar que nenhum representante da nova geração mencionou como um problema grave a dívida atuarial e de saúde, que totaliza 245 trilhões de dólares e que eles terão de arcar no futuro, afetando diretamente a minha geração.

É importante destacar que é comum enfrentar dificuldades financeiras durante a juventude, mas permanecer em condições precárias na velhice é extremamente alarmante. A falta de preocupação dessa nova geração com seu próprio futuro é motivo de grande apreensão.

Em minha intervenção, mencionei que preferiria enfrentar um aumento de 1,5 graus Celsius na temperatura do planeta, juntamente com a maioria dos idosos, do que encarar a humilhação de ser pobre na velhice. No entanto, recebi uma resposta um tanto agressiva: “De nada adianta envelhecer se o planeta estiver aquecido”.

Metade dos Think Tanks presentes no congresso eram compostos por ambientalistas preocupados com a preservação das plantas e da diversidade animal, em detrimento da atenção voltada para os gastos fiscais futuros.

Retornei do evento extremamente desanimado, pois percebi que até mesmo os Think Tanks globais não estão pensando de maneira adequada em relação ao nosso futuro.

É importante ressaltar que essa é uma perspectiva pessoal sobre o Congresso Mundial de Think Tanks e os temas discutidos. A maioria dos participantes voltou entusiasmada e com esperanças renovadas.

Stephen Kanitz

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The Most Transparent and Governed Brazilian Think Tanks https://thinkers-brasil.org/the-most-transparent-and-governed-brazilian-think-tanks/ https://thinkers-brasil.org/the-most-transparent-and-governed-brazilian-think-tanks/#respond Fri, 26 May 2023 15:29:03 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=2561 Last year we published here the first directory of Brazilian Think Tanks tabulated by Brazilians. Since 2008, the […]

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Last year we published here the first directory of Brazilian Think Tanks tabulated by Brazilians.

Since 2008, the University of Pennsylvania has cataloged the 6,500 Think Tanks in the world, including Brazil.

As expected, they were not able to capture all the Brazilian Think Tanks, and we are in contact to supply the missing Think Tanks.

As a result of this work, we collected dozens of other data from Think Tanks, which will allow us to carry out several studies.

The most transparent and governed is one of them.

It is not customary to demand transparency and governance from Think Tanks, but these attributes are important for any Think Tank that intends to raise funds from individuals and foundations.

One of the biggest fears of Think Tank donors is not whether or not their research will have an impact, but rather being misled by Think Tank fraud or embezzlement.

Having governance and transparency mechanisms solve this problem.

The Think Tanks listed are those that have fulfilled the list of requirements listed in that link.

The following received the Gold Seal: CLP-Public Security Center, FBSP, IDESAM, IEPS, Imaflora, IPÊ, Instituto Península, Itaú Social and Transparência Brasil.

Those who met most of the requirements, but not all, received the Silver Seal: EMBRAPA, ENAP, FDC, IBGE, IPAM and IPEA.

Not all Think Tanks need to be transparent because they are part of Universities or because they are automatically funded by a public body.

But our opinion is that transparency is already a value demanded by society, and honestly it doesn’t require much effort or great costs to implement.

Stephen Kanitz

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Os Think Tanks Brasileiros Mais Transparentes e Governados https://thinkers-brasil.org/os-think-tanks-brasileiros-mais-transparentes-e-governados/ https://thinkers-brasil.org/os-think-tanks-brasileiros-mais-transparentes-e-governados/#respond Fri, 26 May 2023 15:13:11 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=2552 Ano passado publicamos aqui o primeiro diretório de Think Tanks brasileiros tabulado por brasileiros. Desde 2008 a Universidade […]

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Ano passado publicamos aqui o primeiro diretório de Think Tanks brasileiros tabulado por brasileiros.

Desde 2008 a Universidade da Pensilvânia cataloga os 6.500 Think Tanks do mundo incluindo o Brasil.

Como era de se esperar, não conseguiram captar todos os Think Tanks brasileiros, e estamos em contato para suprir os Think Tanks faltantes.

Como fruto desde trabalho coletamos dezenas de outros dados dos Think Tanks, que nos possibilitarão realizar diversos estudos.

Os mais transparentes e governados é um deles.

Não se costuma cobrar transparência e governança de Think Tanks, mas esses atributos são importantes para todo Think Tank que pretenda angariar recursos de indivíduos e fundações.

Um dos maiores medos de doadores de Think Tanks não é se a pesquisa terá impacto ou não, mas sim não ter sido enganado devido a uma fraude ou desfalque do Think Tank.

Ter mecanismos de governança e transparência resolvem esse problema.

Os Think Tanks listados são aqueles que preencheram a lista de requisitos listados nesse link.

Receberam o Selo Ouro: CLP-Centro de Segurança Pública, FBSP, IDESAM, IEPS, Imaflora, IPÊ, Instituto Península, Itaú Social e Transparência Brasil.

Receberam o Selo Prata os que preencheram boa parte dos requisitos, mas nem todos: EMBRAPA, ENAP, FDC, IBGE, IPAM e IPEA.

Nem todos os Think Tanks precisam ser transparentes por fazerem parte de Universidades ou por serem automaticamente financiados por um órgão público.

Mas nossa opinião é que transparência já é um valor exigido pela sociedade, e honestamente não exige muito esforço nem grandes custos para implantação.

Stephen Kanitz

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A Methodology for Think Tanks, Theory of Change https://thinkers-brasil.org/a-methodology-for-think-tanks-theory-of-change/ https://thinkers-brasil.org/a-methodology-for-think-tanks-theory-of-change/#respond Tue, 16 May 2023 17:31:07 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=2494 “Theory of Change” is a methodology used in the planning, implementation and evaluation of social change programs and […]

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“Theory of Change” is a methodology used in the planning, implementation and evaluation of social change programs and interventions.

It describes the underlying assumptions, pathways and mechanisms by which an initiative or program is expected to lead to specific outcomes and impacts.

By setting long-term goals and working backwards to identify preconditions, activities and progress indicators, “Theory of Change” helps stakeholders clarify their vision, establish a shared understanding of the change process, and measure the effectiveness of your efforts.

There is no single book that encapsulates the “Theory of Change”, as it is an approach that has evolved over time and has been used and adapted in many fields, including international development, public policy and organizational management.

However, some key texts and scholars contributed to the development and popularization of the “Theory of Change”:

1- Carol Weiss: Weiss is a prominent evaluation scholar who introduced the concept of “theory-based assessment” in her 1995 article “Nothing as Practical as a Good Theory: Exploring Theory-Based Assessment for Comprehensive Community Initiatives for Children and Families”.This concept laid the groundwork for the development of the “Theory of Change” approach.

2- “A Guide to Developing a Theory of Change,” by ActKnowledge and Aspen Institute Roundtable on Community Change (2004):This guide offers a hands-on introduction to “Theory of Change”, providing step-by-step instructions for creating a Theory of Change, along with examples and templates.

3- “Making Theories of Change Work: Outcomes-Based Approaches in Public Agencies” by John Mayne (2015):This article discusses how “Theories of Change” can be applied to public sector organizations to improve program design and evaluation.

4- “Unpacking Your Theory of Change:A Guide to Building Impact,” by New Philanthropy Capital – NPC (2019): This guide offers practical advice for creating a “Theory of Change” as well as tips for engaging stakeholders, reviewing progress, and learning from the process.

These resources, along with others, contribute to a growing body of literature on “Theory of Change”, providing practitioners with guidance and information for applying this approach to a variety of contexts and initiatives.

 

Stephen Kanitz

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Uma Metodologia Para Think Tanks, a Teoria da Mudança https://thinkers-brasil.org/uma-metodologia-para-think-tanks-a-teoria-da-mudanca/ https://thinkers-brasil.org/uma-metodologia-para-think-tanks-a-teoria-da-mudanca/#respond Tue, 16 May 2023 12:53:29 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=2477 A “Teoria da Mudança” é uma metodologia utilizada no planejamento, implementação e avaliação de programas e intervenções de […]

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A “Teoria da Mudança” é uma metodologia utilizada no planejamento, implementação e avaliação de programas e intervenções de mudança social.

Ela descreve as suposições subjacentes, caminhos e mecanismos pelos quais uma iniciativa ou programa é esperado levar a resultados e impactos específicos.

Ao definir os objetivos de longo prazo e trabalhar de forma retroativa para identificar as pré-condições, atividades e indicadores de progresso, a “Teoria da Mudança” ajuda as partes interessadas a esclarecerem sua visão, estabelecer um entendimento compartilhado do processo de mudança e medir a eficácia de seus esforços.

Não há um único livro que encapsule a “Teoria da Mudança”, já que é uma abordagem que evoluiu ao longo do tempo e tem sido usada e adaptada em vários campos, incluindo desenvolvimento internacional, políticas públicas e gestão organizacional.

No entanto, alguns textos e estudiosos-chave contribuíram para o desenvolvimento e popularização da “Teoria da Mudança”:

  1. Carol Weiss: Weiss é uma estudiosa proeminente em avaliação que introduziu o conceito de “avaliação baseada em teoria” em seu artigo de 1995 “Nada tão prático quanto uma boa teoria: explorando a avaliação baseada em teoria para iniciativas comunitárias abrangentes para crianças e famílias”.
    Este conceito lançou as bases para o desenvolvimento da abordagem da “Teoria da Mudança”.
  1. “Um guia para desenvolver uma Teoria da Mudança”, de ActKnowledge e Aspen Institute Roundtable on Community Change (2004):
    Este guia oferece uma introdução prática à “Teoria da Mudança”, fornecendo instruções passo a passo para criar uma Teoria da Mudança, juntamente com exemplos e modelos.
  1. “Fazendo as Teorias da Mudança Funcionarem: Abordagens Baseadas em Resultados em Agências Públicas”, de John Mayne (2015):
    Este artigo discute como as “Teorias da Mudança” podem ser aplicadas a organizações do setor público para melhorar o desenho e a avaliação de programas.
  1. “Desempacotando sua Teoria da Mudança:
    Um guia para construir impacto”, por New Philanthropy Capital – NPC (2019): Este guia oferece conselhos práticos para criar uma “Teoria da Mudança”, bem como dicas para envolver as partes interessadas, revisar o progresso e aprender com o processo.

Esses recursos, juntamente com outros, contribuem para um crescente corpo de literatura sobre a “Teoria da Mudança”, fornecendo aos profissionais orientação e informações para aplicar esta abordagem a diversos contextos e iniciativas.

 

Stephen Kanitz

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O Think Tank do Mês – Instituto Escolhas https://thinkers-brasil.org/o-think-tank-do-mes-instituto-escolhas/ https://thinkers-brasil.org/o-think-tank-do-mes-instituto-escolhas/#respond Thu, 04 May 2023 00:11:33 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=2454 A cada mês, visitamos diversos think tanks para trocar ideias, obter uma visão do setor e avaliar o […]

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A cada mês, visitamos diversos think tanks para trocar ideias, obter uma visão do setor e avaliar o funcionamento de cada um.

No mês passado, o Instituto Escolhas destacou-se como um caso de sucesso no setor.

O Instituto Escolhas é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada em agosto de 2015, com o objetivo de qualificar o debate sobre sustentabilidade por meio da análise numérica dos impactos econômicos, sociais e ambientais das decisões públicas e privadas.

A missão da organização é produzir estudos, análises e relatórios que respaldem novas perspectivas e argumentos capazes de superar a polarização ideológica nas escolhas conflituosas do planejamento, permitindo a construção de soluções que viabilizem o desenvolvimento sustentável.

Uma das políticas do Instituto é nunca dar um passo maior do que suas pernas, o que o leva a recusar deliberadamente certos projetos de pesquisa para manter seu alto padrão de qualidade. Essa abordagem garante um controle de qualidade típico de grandes empresas.

Em vez de se preocupar apenas com o produto final – que, no caso de think tanks, é o relatório revisado e apensado ad nauseam -, o Instituto Escolhas foca na qualidade por meio da rigorosa seleção de seus pesquisadores.

Eles são extremamente exigentes nesse aspecto, o que é um dos fatores de seu crescimento comedido. Atualmente, não há pesquisadores suficientes em sua área de estudo.

Por isso, o Instituto criou a chamada “Cátedra”, bolsas para economistas estudarem na área de economia voltada para sustentabilidade. Atualmente, financiam 18 economistas, alguns dos quais se tornarão seus futuros pesquisadores.

Outra característica do Instituto Escolhas é sua estrutura voltada para a realização de pesquisas e políticas públicas de forma ágil. Isso permite que elaborem relatórios sobre assuntos atuais, e diferentes integrantes do governo e parlamentares frequentemente os procuram para elaborar “position papers” sobre leis em discussão no Senado. Tudo é baseado em evidências e cenários bem definidos.

Muitos presidentes e governadores questionam: “E se não fizermos nada?”. Por isso, o Instituto Escolhas realiza estudos antecipados, avaliando os benefícios após a implantação de políticas, os custos estimados e o retorno sobre o investimento.

O fluxo de trabalho do Instituto divide-se em projetos mais longos, que são o cerne do think tank, e dezenas de pesquisas pontuais e demandas ad hoc, que lhe conferem visibilidade e notoriedade.

Um método que me chamou a atenção é a análise de todas as variáveis do problema, complementada pela identificação de todos os “personagens” envolvidos, especialmente aqueles que podem se opor e tornar a política pública inviável.

Um exemplo disso é o caso do estudo sobre a cadeia do ouro no Brasil que resultou na revisão de uma instrução normativa por parte da Receita Federal determinando que o setor passasse a emitir notas fiscais eletrônicas em suas transações comerciais.

Outra prática que diferencia o Instituto Escolhas de outros think tanks brasileiros é o alto investimento em comunicação.

“Não adianta fazer excelentes pesquisas sem gastar tempo e dinheiro na sua divulgação”, aponta Sérgio Leitão, diretor do Instituto Escolhas.

O Instituto realmente demonstra ser um think tank completo e eficiente, com todas as áreas ocupadas e atuantes.

Sem hesitação, recomendo aos nossos financiadores e doadores que considerem o Instituto Escolhas como uma excelente opção de investimento.

 

Stephen Kanitz

 

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No One Knows What Think Tanks Are https://thinkers-brasil.org/no-one-knows-what-think-tanks-are/ https://thinkers-brasil.org/no-one-knows-what-think-tanks-are/#respond Tue, 02 May 2023 17:30:28 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=2257 Only half of the UK and US public know what a think tank is (52%) or does (47%). […]

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  • Only half of the UK and US public know what a think tank is (52%) or does (47%).
  • Among those interested in politics, only two-thirds (65%) understand the role of think tanks.
  • A mere 17% of the population trust what think tanks have to say, while 55% are unsure.
  • The situation is more concerning than it appears.

    Half of the population is unaware that in today’s complex world, decisions can no longer be made by a single scholar, as was the case 50 years ago, exemplified by the Marshall Plan.

    Modern global problems are too intricate for one person to address. The number of variables involved has grown significantly compared to the two primary factors in most economic analyses, such as interest rates and growth.

    Solutions should not begin with defining variables but with strategic analysis, identifying key players, and understanding their motivations and alliances.

    Many plans fail because crucial stakeholders are overlooked.

    The 2008 financial crisis began when an economist declared on Bloomberg Channel that all banks were bankrupt, a criminal act.

    To worsen the situation, he claimed the FDIC – Federal Deposit Insurance Corporation was bankrupt as well.

    Yet, there is no mention of Nouriel Roubini’s initial role in the literature on the crisis.

    Think tank proposals often revolve around allocating more funds, although this is not always the solution.

    Many proposals neglect to address the underlying issues and implementation strategies.

    This is because most think tanks consult economists, rather than professionals with MBAs.

    The world needs multidisciplinary, non-partisan, evidence-based scholars who can effectively communicate and develop appropriate solutions.

    However, this is not the current reality.

    No public policy recommendation includes a marketing plan, implementation plan, review plan, or stop-loss scenario.

    When to recognize failure is essential in public policy, and that has to be discussed in the beginning and not when the policy is not doing well.

    Even after explaining the concept of think tanks, we must convince the public of their necessity.

     

    Stephen Kanitz

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    Ninguém Sabe o Que São os Think Tanks https://thinkers-brasil.org/ninguem-sabe-o-que-sao-os-think-tanks/ https://thinkers-brasil.org/ninguem-sabe-o-que-sao-os-think-tanks/#respond Tue, 02 May 2023 15:01:45 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=2437 Apenas metade do público do Reino Unido e dos EUA sabe o que é um think tank (52%) […]

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    Apenas metade do público do Reino Unido e dos EUA sabe o que é um think tank (52%) ou o que faz (47%).

    Entre aqueles interessados em política, apenas dois terços (65%) entendem o papel dos think tanks.

    Apenas 17% da população confia no que os think tanks têm a dizer, enquanto 55% estão indecisos.

    A situação é mais preocupante do que parece.

    Metade da população desconhece que, no mundo complexo de hoje, as decisões não podem mais ser tomadas por um único acadêmico, como era o caso há 70 anos, exemplificado pelo Plano Marshall.

    Os problemas globais modernos são muito intrincados para serem abordados por uma única pessoa.

    O número de variáveis envolvidas cresceu significativamente em comparação com os dois principais fatores na maioria das análises econômicas, como taxas de juros e crescimento.

    As soluções não devem começar definindo variáveis, mas com análise estratégica, identificando atores-chave e compreendendo suas motivações e alianças.

    Muitos planos falham porque partes interessadas cruciais são negligenciadas.

    A crise financeira de 2008 começou quando um economista declarou no Bloomberg Channel que todos os bancos estavam falidos, um ato criminoso.

    Para piorar a situação, ele afirmou que a FDIC – Federal Deposit Insurance Corporation (Agência independente criada pelo congresso americano para manter confiança e estabilidade no sistema financeiro) também estava falida.

    No entanto, não há menção a Nouriel Roubini na literatura sobre sua participação na crise.

    As propostas dos think tanks geralmente giram em torno da alocação de mais recursos, embora nem sempre essa seja a solução.

    Muitas propostas não abordam as questões subjacentes e as estratégias de implementação.

    Isso ocorre porque a maioria dos think tanks possuem mais economistas, em vez de profissionais com MBAs.

    O mundo precisa de acadêmicos multidisciplinares, baseados em evidências e não partidários, que possam se comunicar de maneira eficaz e desenvolver soluções adequadas.

    No entanto, essa não é a realidade atual.

    Nenhuma recomendação de política pública inclui um plano de marketing, plano de implementação, plano de revisão ou cenário de stop-loss.

    Determinar quando declararemos fracasso precisa ser feito antes, e não no meio da crise.

    Mesmo após explicar o conceito de think tanks, ainda precisamos convencer o público de sua necessidade.

     

    Stephen Kanitz

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    Como Contornar o Teto de Gastos e Implantar Políticas Públicas https://thinkers-brasil.org/think-tanks-e-o-teto-de-gastos/ https://thinkers-brasil.org/think-tanks-e-o-teto-de-gastos/#respond Mon, 27 Feb 2023 17:44:06 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=2200 Sem dúvida o setor de Think Tanks será afetado por uma questão que volta à tona, o teto […]

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    Sem dúvida o setor de Think Tanks será afetado por uma questão que volta à tona, o teto de gastos, discussão especialmente importante para universidades e Think Tanks associados a governos.

    O setor ainda não tem uma estrutura conjunta de lobby para enfatizar a importância de seus gastos, nem temos uma imagem consolidada entre a população sobre o que fazemos.

    Qual a discussão em torno do Teto de Gastos?

    Um dos mantras em administração é nunca gastar mais do que as receitas. Tecnicamente isso até é impossível, por falta de recursos.

    A única forma de gastar mais do que as receitas é o Tesouro lançar mais Dívidas Públicas.

    Os opositores a “furar o teto de gastos” alegam que isso é onerar as futuras gerações e, pior, reduzir o teto dos gastos de futuros governos eleitos.

    Mandatos são de somente 4 anos, onerar um governo futuro é desrespeitar o pacto democrático. Contrair uma dívida a ser paga no mesmo mandato é válido, no próximo, não.

     

    Fazer mais com menos

    Economistas em geral não seguem esses preceitos, tanto que “deficit financing” é um tópico muito discutido em ciências econômicas, e na maioria das vezes, favoravelmente.

    Os Estados Unidos estão nesse momento discutindo a mesma questão, só que a regra deles é estabelecer um Teto de Dívidas Públicas, medida usada pela maioria dos países.

    Tanto que em agosto de 2022 lê-se na manchete do Correio Brasiliense que o “Governo estuda criar limite para endividamento em vez do teto de gastos”.

    Uma coisa é certa. A probabilidade de o governo incorporar nova política pública é muito mais reduzida do que antigamente.

    A ênfase do governo nos próximos 8 anos será como manter as políticas públicas atuais, mas a um custo menor.

     

    Oportunidade para pesquisadores

    Estudos sobre teto de gastos serão muito bem-vindos.

    Outra oportunidade para Think Tanks é prover estudos analisando o custo-benefício das políticas públicas atuais, conhecidos como “avaliações ex-post”.

    Existe uma vasta literatura sobre o assunto, mas chama atenção o belo trabalho feito pelo Instituto Jones dos Santos Neves.

    Acesse o documento GUIA PARA AVALIAR POLÍTICAS PÚBLICAS  PDF (5,62MB) – Guia para orientar e auxiliar a elaboração de processos de monitoramento. Acompanhamento de política pública a partir de indicadores, trazendo informações sobre seu desempenho. 

    O que ressalta outra possibilidade para os próximos anos: focar em políticas públicas estaduais, especialmente em Estados que não estão com problemas de limitação de gastos.

    Stephen Kanitz

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