Arquivos Segurança - Thinkers Brasil https://thinkers-brasil.org/category/seguranca/ CONHEÇA OS THINK TANKS BRASILEIROS Sun, 26 Feb 2023 22:48:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.1 O Que os Policiais Pensam Sobre os Acontecimentos de 8 de Janeiro https://thinkers-brasil.org/o-que-os-policiais-pensam-sobre-os-acontecimentos-de-8-de-janeiro/ Mon, 06 Feb 2023 20:46:28 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=1435 A invasão das sedes dos Três Poderes no dia 8 de janeiro é um marco para segurança pública. […]

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A invasão das sedes dos Três Poderes no dia 8 de janeiro é um marco para segurança pública.

As responsabilidades ainda estão sendo apuradas e alguns dos invasores estão sendo processados, mas ainda resta identificar quem financiou as ações e quem organizou as invasões.

Além disso, é importante saber a opinião dos demais profissionais de segurança pública sobre os acontecimentos de 8 de janeiro.

Nesse intuito, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública realizou na semana passada uma sondagem junto aos profissionais de segurança pública de todo o país para saber suas opiniões sobre os acontecimentos.

A sondagem ouviu policiais militares, civis, federais, rodoviários federais, penais e guardas municipais entre os dias 24 e 27 de janeiro, às vésperas do fim da intervenção decretada pelo Governo Federal na segurança do Distrito Federal.

Para isso, um formulário eletrônico foi desenvolvido e, após a realização de um pré-teste inicial, os questionários foram inicialmente enviados para uma base cadastral de cerca de 6.351 endereços eletrônicos exclusivos de profissionais da segurança pública construída desde 2008, representativos de todas as forças de segurança do país.

A sondagem mostrou que 75,7% dos profissionais ouvidos concordaram total ou parcialmente que houve falha de planejamento do policiamento da Praça dos Três Poderes no dia 8/01. Outros 51,2% dos entrevistados afirmaram que a conduta da PMDF foi correta e o problema foi exclusivamente do comando político.

Leia o material completo sobre a pesquisa.

Autores: Betina Barros, Isabela Sobral e Arthur Trindade M. Costa

Fonte: fontesegura.forumseguranca.org.br

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Não Existirá Segurança Pública Sem Compromisso Antirracista https://thinkers-brasil.org/nao-existira-seguranca-publica-sem-compromisso-antirracista/ Wed, 23 Nov 2022 19:14:23 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=1616 A razão de existir do dia da Consciência Negra é fomentar reflexão, debate, celebração, luta e memória da […]

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A razão de existir do dia da Consciência Negra é fomentar reflexão, debate, celebração, luta e memória da sociedade como um todo em torno da negritude e de suas contribuições para a humanidade. É em respeito à data, ao legado negro, seu presente e seu futuro, que escrevemos este texto, que traz um breve panorama analítico do que nos dizem os dados da segurança pública sobre vulnerabilidades e desigualdades raciais no setor.

Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, nós, negros, somos os mais vulneráveis às mortes causadas pelas polícias: 84,1% dos mortos pelas polícias em 2021 eram negros. Nos seus efetivos, os mais vulneráveis à letalidade violenta intencional são também negros: 67,7% dos policiais assassinados em 2021 eram negros. O medo de ser alvo de violência por parte da Polícia Militar é muito maior entre negros (69,2%) que entre brancos (53,9%).

Nós, negros, também somos os mais vulneráveis à letalidade violenta criminal: 77,6% das vítimas de homicídio doloso e 67,6% das vítimas de latrocínio em 2021 eram negras. O medo de ser vítima de um assassinato é maior entre negros (85,3%) que entre brancos (78,5%).

Outro lugar – dos tantos – que escancaram a desigualdade racial do país é o sistema prisional: em 2021, as pessoas negras representavam 67,5% da população carcerária. Lélia Gonzalez [1] não nos deixou esquecer que a consequência da seletividade racista do sistema de justiça criminal cria uma tendência à solidão em mulheres negras, justamente pela desproporcionalidade discriminatória através da qual toma seus filhos, pais, irmãos por alvo e objeto.

Nós, mulheres negras, também somos as mais vulneráveis à violência de gênero: 62% das vítimas de feminicídio, 70,7% das vítimas das demais mortes violentas intencionais; 52,2% das vítimas de estupro e estupro de vulnerável, 43,3% das que já sofreram algum tipo de assédio eram negras [2].

Em seu álbum AmarElo, Emicida canta sobre as pequenas alegrias da vida adulta, sobre o dia a dia na cidade, do amanhecer ao anoitecer, sobre a importância da amizade, da família e dos laços formados nas vivências. Mas esse disco em forma de respiro não só canta as belezas das experiências e relações como também abre espaço para denunciar a violência sofrida pelos corpos negros no Brasil. Denúncia que requer coragem, especialmente porque o racismo afeta também a mobilização em torno de pautas cuja natureza e, por conseguinte, cujas transformações são políticas: em 2022, o medo de ser agredido fisicamente por sua escolha partidária ou política era maior entre negros (70,1%), que entre brancos (61,6%).

Na faixa Ismália, o rapper escancara a forma pela qual a violência e morte de pessoas negras foi naturalizada ao lembrar que, no contexto brasileiro, existe a pele alva e a pele alvo. Lembrando o pouco espaço de felicidade plena que nos resta.

Com a fé de quem olha do banco a cena

Do gol que nóis mais precisava na trave

A felicidade do branco é plena

A pé, trilha em brasa e barranco, que pena

Se até pra sonhar tem entrave

A felicidade do branco é plena

A felicidade do preto é quase

– Emicida, Ismália

De 2020 para 2021, os homicídios contra pessoas brancas foram reduzidos em 26,5%. Os homicídios contra pessoas negras cresceram 7,5%. No mesmo período, a taxa de mortalidade de brancos por intervenções policiais caiu 31%, enquanto a de negros aumentou 6%.

Nos últimos anos, houve intenso esforço de desmonte das estruturas de enfrentamento ao racismo, de redução das desigualdades raciais que nos tornam vulneráveis, de reconhecimento das injustiças e violências a que somos submetidos por sermos negros, de disseminação do legado de contribuições de nossa negritude para o Brasil e para o mundo, além da instrumentalização de estereótipos racistas para obtenção de rentabilidade eleitoral.

Como Ismália, este texto apresenta-se como uma denúncia, uma forma de demonstrar que o cenário, pior que permanecer o mesmo, piorou. Mas, como o restante do disco AmarElo, este texto também se apresenta na intenção de um respiro aliviado futuro, no desejo de que pessoas negras não sejam apenas corpos de estatísticas cruéis, apresentadas no ainda repetitivo formato: negros somos [[alvos]].

Reconhecer isso é somente o primeiro passo para transformarmos essa dura realidade que nos assassina cotidianamente. Ainda assim, o setor da segurança pública parece não ter pacificado o debate em torno da necessidade de implementação de políticas públicas de focalização refinada nas populações e territórios mais vulneráveis à violência, nós negros.

É necessário implementar políticas de controle da atividade policial e prevenção ao uso abusivo da força, que passam por responsabilizar as cadeias de comando, transformar os modelos de policiamento e abolir os estereótipos sobre negros como perigosos e abjetos que habitam o imaginário colonialista brasileiro.

O racismo é um problema que afeta a todos nós, que é responsabilidade de todos nós. Deve ser de todos nós o compromisso antirracista de reivindicarmos o direito dos negros a vidas plenas com nossas famílias e amores, a sonharmos e nos inspirarmos em figuras que emergiram nesse solo que, num primeiro momento, parecia infértil, mas que nos ofereceu Emicida, Lélia Gonzalez, Beatriz Nascimento, Clóvis Moura, Djonga, Marielle Franco, Luiz Gama, Carolina Maria de Jesus, Sueli Carneiro, Tasha e Tracie, Alcione e tantas outras potências que poderíamos conhecer, mas [[viraram estatística]] pelo caminho.

***

 

[1] GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Organização de Flavia Rios e Márcia Lima. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.

[2] Entre as brancas, o percentual foi de 30%.

Autores:

Dennis Pacheco, mestrando em Ciências Humanas e Sociais pela UFABC e pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Thais Carvalho, graduanda em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo e estagiária do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Fonte: fontesegura.forumseguranca.org.br

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A Prevenção da Violência como Política Pública de Segurança https://thinkers-brasil.org/a-prevencao-da-violencia-como-politica-publica-de-seguranca/ https://thinkers-brasil.org/a-prevencao-da-violencia-como-politica-publica-de-seguranca/#respond Sat, 17 Sep 2022 22:27:22 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=1319 Historicamente, o sistema de segurança pública brasileiro não priorizou a dimensão da prevenção, cultuamos mais a repressão como […]

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Historicamente, o sistema de segurança pública brasileiro não priorizou a dimensão da prevenção, cultuamos mais a repressão como forma de gestar o setor.

As principais referências de política de prevenção à violência se dão na esfera dos municípios, que gradativamente vêm se inserindo na segurança pública. Com ações focadas nos territórios mais periféricos, o poder público local está incluindo a cultura de paz e ações intersetoriais de prevenção à violência na lógica da segurança pública.

É nesta perspectiva que Ligia Daher e Cristina Villanova, acadêmicas e gestoras públicas de primeira linha, escrevem dois artigos para o Núcleo de Segurança Pública na Democracia do IREE.

Para acessar o documento, clique aqui!

Autoras: Ligia Daher e Cristina Villanova

Fonte: iree.org.br

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Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública https://thinkers-brasil.org/encontro-anual-do-forum-brasileiro-de-seguranca-publica/ Wed, 14 Sep 2022 20:55:54 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=1295 Confira as oito iniciativas para o enfrentamento à violência contra mulheres, crianças e adolescentes durante o período de […]

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Confira as oito iniciativas para o enfrentamento à violência contra mulheres, crianças e adolescentes durante o período de distanciamento social que receberam o Selo FBSP.

A violência de gênero e a violência intrafamiliar foram destaques na programação do 16º Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Evento foi encerrado com a entrega do Selo FBSP a iniciativas bem-sucedidas para o enfrentamento à violência contra mulheres, crianças e adolescentes durante o período de distanciamento social:

1 – GAMA (GCM-Campinas),

2 – Patrulha Maria da Penha Itinerante (PM-AC),

3 – Maria da Penha Online (Polícia Civil-DF),

4 – Chame a FRIDA (Polícia Civil-MG),

5 – DDM Online (Polícia Civil-SP),

6 – Programa Integrado Patrulha Maria da Penha (PM-PB)

7 – Medidas Protetivas Já (MP do Acre)

8 – Projeto Sistema de Justiça Criminal sob a ótica de gênero e orientação sexual (Polícia Civil-SP).

São projetos que utilizam tecnologia e empatia para aumentar a proximidade com as vítimas, facilitando-lhes o acesso a equipamentos públicos e o encaminhamento de denúncias.

 

Fonte: https://forumseguranca.org.br

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Rio 2022: Diagnóstico e Propostas Para o Estado https://thinkers-brasil.org/rio-2022-diagnostico-e-propostas-para-o-estado/ Fri, 19 Aug 2022 17:33:21 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=1189 O CEBRI compartilha o estudo Rio 2022: Diagnóstico e Propostas para o Estado.  O documento foi elaborado durante […]

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O CEBRI compartilha o estudo Rio 2022: Diagnóstico e Propostas para o Estado. 

O documento foi elaborado durante um ano por um grupo de 40 representantes da sociedade civil, sob a coordenação geral de Cláudio Frischtak, que é membro do Conselho Curador do CEBRI.

O grupo analisou 5 temas essenciais para o Rio de Janeiro: Segurança Pública; Desenvolvimento Social; Meio Ambiente (Rota Verde); Economia; e Governança e Gestão Fiscal.

O estudo traz um diagnóstico dos atuais desafios e uma série de propostas para um estado sustentável, mais seguro e menos desigual.

Para ler o estudo na íntegra, clique aqui.

Fonte: CEBRI.ORG.BR

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FBSP Realiza Pesquisa Com Profissionais de Segurança Pública https://thinkers-brasil.org/fbsp-realiza-pesquisa-com-profissionais-de-seguranca-publica/ Thu, 04 Aug 2022 14:07:12 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=1136 O Fórum Brasileiro de Segurança Pública está realizando a pesquisa “Policiais e Direitos” com a finalidade de aprofundar […]

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O Fórum Brasileiro de Segurança Pública está realizando a pesquisa “Policiais e Direitos” com a finalidade de aprofundar o conhecimento sobre as percepções dos policiais de todas as corporações sobre política, democracia e violência.

Fórum Brasileiro de Segurança Pública deu início a mais uma ampla escuta dos profissionais da segurança pública no Brasil. A ideia da pesquisa “Policiais e Direitos” é aprofundar o conhecimento sobre as percepções dos policiais de todas as corporações sobre política, democracia e violência. Podem participar os guardas civis municipais, policiais militares, policiais civis, bombeiros militares, policiais federais, policiais rodoviários federais, policiais penais estaduais e federais e peritos.

As respostas podem ser enviadas até o dia 20 de agosto. Os blocos abordam questões sobre direitos, democracia, conservadorismo, autoritarismo e relação com Judiciário e MP. A proposta é captar níveis de concordância ou discordância que aproximam ou distanciam grupos sociais no debate. O link com o formulário foi enviado por email a uma base de contatos de profissionais do setor, mas quem não recebeu o pedido pode solicitar o questionário pelo pesquisa@forumseguranca.org.br.

Fonte: Fonte Segura

 

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Parceria Internacional do IPERID https://thinkers-brasil.org/parceria-internacional-do-iperid/ Thu, 21 Jul 2022 13:06:01 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=1083 Primeira Parceria Internacional do IPERID   Divulgamos, com grande alegria, a formalização da primeira parceria internacional do IPERID […]

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Primeira Parceria Internacional do IPERID

 

Divulgamos, com grande alegria, a formalização da primeira parceria internacional do IPERID com o think tank homólogo WERRA, com sede em Paris, França. WERRA é especializado em análise geopolítica internacional e temas de segurança estratégica e trará grande oportunidade de internacionalização das nossas atuações em termos de eventos científicos, publicações e dinâmicas de internacional técnico. Parabenizamos ao nosso fellow franco-lusitano Marco Alves em aliança com o Presidente do IPERID, Rainier Michael, pela construção realizadora deste empreendimento internacional de grande relevância.
Nossas atividades em conjunto estão focadas em :
– Destacar as notícias internacionais através da seção de monitoramento internacional;
– A publicação de textos e análises sobre temas relacionados às diferentes comissões da associação, que tratam de questões atuais de geopolítica, segurança e proteção.
– A organização de conferências sobre temas relacionados às questões atuais de geopolítica, segurança e proteção.

Fonte: IPERID

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Estudo Aponta Que Falta de Oportunidades Leva 43,9% dos Jovens Brasileiros a Considerar Carreiras Militares https://thinkers-brasil.org/estudo-aponta-que-falta-de-oportunidades-leva-439-dos-jovens-brasileiros-a-considerar-carreiras-militares/ Wed, 29 Jun 2022 18:39:50 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=999 Crises e falta de oportunidades podem explicar resultados obtidos pela pesquisa. Estudo elaborado pela Universidade de Oxford (no […]

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Crises e falta de oportunidades podem explicar resultados obtidos pela pesquisa.

Estudo elaborado pela Universidade de Oxford (no Reino Unido) em parceria com as universidades federais de São Carlos (UFSCar), Pernambuco (UFPE), Minas Gerais (UFMG), e o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), apresenta que 43,9% dos jovens brasileiros, entre 16 e 26 anos, se declaram propensos a buscar carreiras militares. Crises e falta de oportunidades podem explicar resultados obtidos pela pesquisa.

Andreza Aruska de Souza Santos, da Oxford School of Global and Area Studies, conta que a motivação para realização do estudo veio do cenário de crescimento da presença militar na sociedade brasileira. Os pesquisadores registram, por exemplo, a existência de mais de 6.000 cargos comissionados no Governo Federal ocupados por militares em 2021 (18% do total), bem como o crescimento de candidaturas ao legislativo estadual e federal – de 786 para 1.199 entre 2018 e 2020. O aumento mais relevante, entretanto, ocorreu entre os deputados e senadores eleitos – de 14 para 76 no mesmo período (ou 442% a mais em 2020).

“Nas pesquisas que realizo, tive essa percepção de que, entre classes médias e médias baixas, a carreira militar estava se tornando uma opção importante. Encontrava, por exemplo, jovens que, em vez de buscar uma universidade, já começavam fazendo cursos preparatórios para as carreiras militares”, conta a pesquisadora. “Como o Gabriel Feltran trabalha com as periferias urbanas e em contextos relacionados à juventude, conversamos sobre o tema, e ele me disse que também estava vendo as forças armadas e as polícias se tornarem mais populares”, complementa, citando docente do Departamento de Sociologia da UFSCar que também integra o time de pesquisadores.

Para realização da pesquisa, foram aplicados – via Internet – questionários compostos por 58 itens, junto a 2.055 pessoas de todas as regiões brasileiras, em survey com intervalo de confiança de 95% e erro máximo de 2,2%. Essas questões são vinculadas a oito categorias de análise: propensão a buscar as carreiras militares; percepções sobre essas carreiras; associação a visões e atitudes conservadoras; habilidades e aspirações de trabalho; percepções do mercado de trabalho; perfil sociodemográfico; trajetória escolar e na carreira; e contexto familiar.

“De todas as condicionantes que poderiam explicar o interesse nas carreiras militares – como fatores ideológicos, questões materiais concretas, geracionais, gênero, raça, classe –, os resultados mostram claramente que a tendência a este interesse cresce conforme aumenta a vulnerabilidade dos jovens”, destaca Gabriel Feltran. “Apesar de um discurso do empreendedorismo que inunda o ambiente onde esses jovens circulam, que fomenta a iniciativa individual em oposição a empregos estáveis, eles estão fazendo escolhas bastante racionais, percebendo nas carreiras militares a possibilidade de estabilidade, de crescimento e, também, questões muito básicas, como a garantia de alimentação, em um país em que mais de 33 milhões de pessoas vivem em situação de insegurança alimentar”, complementa.

A pesquisa foi realizada entre outubro e novembro de 2021, com aplicação de 2.055 questionários junto a amostra representativa da população brasileira nesta faixa etária. Os resultados da pesquisa, bem como o detalhamento da metodologia empregada, estão publicados no artigo “Dataset on the perceptions of Brazilian youth toward a military career post-Covid-19”.

Acesse o artigo aqui.

 

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Evento | XlX Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana 2022 https://thinkers-brasil.org/evento-xlx-conferencia-de-seguranca-internacional-do-forte-de-copacabana-2022/ Thu, 02 Jun 2022 14:56:55 +0000 https://thinkers-brasil.org/?p=841 É com grande honra que anunciamos a abertura das inscrições para o Forte 2022. XlX Conferência de Segurança […]

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É com grande honra que anunciamos a abertura das inscrições para o Forte 2022.

XlX Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana 2022
Ameaças sem fronteiras: somos capazes de lidar com os desafios?

Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), a Fundação Konrad Adenauer no Brasil e a Delegação da União Europeia no Brasil convidam para a 19ª edição da maior conferência sobre segurança internacional da América Latina.

O evento acontece nos dias 30 de junho e 1º de julho.

A conferência visa promover debates focados em possíveis soluções para a mitigação de problemas de segurança global, que ultrapassam os limites das fronteiras tradicionais, bem como estimular uma cooperação mais estreita entre a Europa e a América Latina ao longo das discussões em quatro painéis temáticos.

Confira a programação:

30 DE JUNHO DE 2022

Abertura Institucional | 9:00-9:20 (Horário de Brasília) | 14:00-14:20 (Horário de Bruxelas)

PAINEL DE ABERTURA | 9:20-10:30 (Horário de Brasília) | 14:20-15:30 (Horário de Bruxelas)

PAINEL 1 | 10:45-12:00 (Horário de Brasília) | 15:45-17:00 (Horário de Bruxelas)
Mudanças climáticas e crise energética: os novos campos de batalha revisitados

1º DE JULHO DE 2022

PAINEL 2 | 9:00-10:00  (Horário de Brasília) | 14:00-15:00  (Horário de Bruxelas)
Meios de subsistência básica em jogo: segurança hídrica e alimentar

PAINEL 3 | 10:05-11:05 (Horário de Brasília) | 15:05-16:05 (Horário de Bruxelas)
Covid-19: Um por todos e todos por um? Combatendo ameaças decorrentes da pandemia

PAINEL 4 | 11:20-12:15 (Horário de Brasília) | 16:20-17:15 (Horário de Bruxelas)
Cooperando para a segurança tecnológica: inteligência artificial e ciberguerra

Inscreva-se clicando AQUI.

 

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